Sempre gostei de musica. Ouço música para trabalhar, arrumar a casa, cozinhar, dirigir... Se me perguntarem meu estilo favorito, a resposta curta é "Rock", mas a resposta verdadeira é "depende do humor, do local, da época".
A musica marca as épocas da vida e as gerações. Assim como os cheiros, elas ativam nossa memória e nos levam de volta a outros períodos da nossa vida.
Por isso que eu acho tão importante não ficarmos parados no tempo quando o assunto é musica.
É comum as pessoas gostarem de determinado estilo musical ou determinados intérpretes na juventude e passarem o resto da vida apreciando e ouvindo somente as mesmas coisas, e dizendo que "não se fazem mais musicas como antigamente". Estas pesoas escutam as mesmas musicas que ouviam nos discos de vinil e foram para as fitas que eram ouvidas no carro, e depois para os cds, e por último para o ipod. Não, não tem nada de mais em colocar clássicos no ipod!! O meu está cheio deles!! O que estou tentando defender, é que sim, ainda se fazem musicas boas. E muitas, todos os dias!! Tantas que é até impossível de conhecer uma pequena fração do que há de novo.
Ainda bem que agora as musicas são digitais... Peguei a época dos LPs (estes acima eram os meus favoritos). Como não dava para comprar tudo, a gente emprestava e gravava em fita. Depois vieram os CDs (me lembro até quais foram os primeiros que comprei) que também andaram junto com as fitas por um tempo, até virem os gravadores de CD. Ainda bem que em seguida vieram os mp3 players, porque se não, haja espaço para tanto CD...
Este painel é totalmente personalizado, pois cuidadosamente recortei discos e cds que eu adorava, um walkman bem parecido com o que eu tinha, um ipod igual ao meu, e cds e fitas gravadas ilustrando as centenas deles que eu tinha. Estes discos marcaram minha adolescencia, os cds a juventude, a vida adulta está gravada no ipod.
A propósito, foi a primeira coisa que aprendi a fazer no Photoshop, é claro que com a ajuda do Luiz. Tomara que eu consiga aprender a mexer neste programa!!!
sábado, 6 de março de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Cuba ¿libre?
Acabo de voltar de Cuba, uma viagem fantástica com o meu sempre companheiro de aventuras Luizão e os amigos Cintia e Borão.
Com certeza uma viagem que está entre as minhas "top 10", principalmente pela diversidade de coisas diferentes que fiz, vi e aprendi em tão pouco tempo.
O litoral de Cuba é um dos mais lindos do mundo. Mar azul e morno do Caribe, areia branca que nunca esquenta e não queima nossos pés, temperatura agradável o ano todo, lindíssimos e variados resorts internacionais. Tivemos a oportunidade de conhecer Cayo Largo (uma ilhota no sul de Cuba) e Varadero. A chegada a tais lugares é emocionante, começando pelo vôo interno, operado pela Cubana Aerolíneas. Um aviãozinho de não sei que década do século passado, quente pra caramba, e com mosquitos viajando junto, que sai de um aeroporto que mais parece uma rodoviária de uma cidadezinha no interior do Tocantins (o cartão de embarque é escrito à mão!).
Com certeza uma viagem que está entre as minhas "top 10", principalmente pela diversidade de coisas diferentes que fiz, vi e aprendi em tão pouco tempo.
Começamos a viagem em Havana (adoro metrópoles latinas, e esta é especial...). Ao chegar no aeroporto, já me senti nos anos 50. Além de ser tudo muito velho, havia uma multidão de gente fumando dentro do saguão. Chegamos de noite, e do aeroporto até o hotel não consegui ver quase nada da cidade pois de noite Havana é uma penumbra. O hotel continuava transmitindo a sensação de estarmos nos anos 50, pelos mesmos motivos que citei acima. No dia seguinte caminhamos pela avenida beira-mar, chamada "Malecón" até "Habana vieja", o centro histórico. Pelo caminho, vimos alguns predios lindos e imponentes, e vários outros pobres e aos cacos. Depois de uma longa caminhada, fomos abordados pelo simpático "Ronaldiño", um (putz, como se chama quem conduz uma carroça?) que nos convenceu a contratar seus serviços para conhecer o centro histórico (seu apelido vem da semelhança com o nosso Ronaldinho gaúcho). Ao perguntar ao Ronaldiño sobre a vida em Cuba, a resposta de quem não quer ou não pode falar sobre política veio em forma de uma frase famosa do Comandante Fidel: "¡El mérito es estar vivo!"... Esta frase na minha opinião retrata perfeitamente o conformismo da maioria dos cubanos. Seguimos depois para a parte mais moderna (?!) de Havana, e fomos até a Praça da Revolução, onde há um prédio com o rosto do Che Guevara e outro com o do Camilo Cienfuegos (não lembra o Bin Laden???).
Imperdível em Habana vieja: Caminhar a pé pelas ruas estreitas, e visitar todas as suas praças; visitar a "Camara Oscura" (uma engenhoca inventada por Da Vinci que projeta a imagem da cidade vista de cima numa tela redonda); assistir ao "Canhonaço" na Fortaleza de San Carlos (diariamente, as 21h); conheçer "La Bodeguita del Medio", bar preferido de Hemingway nos anos que viveu em Havana; visitar o Capitólio; andar a pé pelo "Passeo del Prado".
A CUBA DOS TURISTAS
Cayo Largo tem as praias mais lindas que já vi. Alugamos scooters, e praticamente circulamos a ilha. Fizemos top less na praia (em Roma, faça como os Romanos...). Entramos num tanque de tartarugas. Corremos numa estradinha à noite que era iluminada apenas pelo céu...
Em Varadero andamos de caiaque e catamarã. Na falta de "propina" (gorgeta) para dar ao condutor do catamarã, o Luizão cedeu seus óculos escuros, o que deixou o moço muito satisfeito (para ter um desses em Cuba, só mesmo sendo um "regalo"...).
TUDO POR UM CUC
Em Cuba existem duas moedas, o Peso (moeda utilizada para pagar os salários dos trabalhadores) e o CUC (peso convertível - moeda usada para o turismo). Este segundo vale aproximadamente 25 vezes mais que o primeiro, e vale mais que o dólar (o ideal é que os turistas levem euros para Cuba e não dólares, para não perderem muito na conversão). O problema, é que nada se compra com os Pesos, e os cubanos tem de trocar seus pesos por CUCs, ou seja, o Peso não serve para nada.
Mesmo estando de férias em um lugar tão paradisíaco é inevitável pensar, questionar e refletir sobre o que se passa em Cuba. Uma coisa é visível, os cubanos fazem tudo por um CUC. O salário médio de um cubano é o equivalente a 25 CUCs, ou seja, nada. No socialismo, teoricamente, a população recebe tudo gratuitamente do governo e por isso não precisa de um salário que lhe dê poder de compra (mesmo porque, não existem lojas!). Mas este "tudo" ao longo dos anos virou quase "nada". Os hospitais são precários, a comida racionada, a moradia em ruínas, os produtos de higiene pessoal (escova de dentes, papel higiênico, sabonetes, etc) são artigos de luxo uma vez que não são fornecidos pelo governo e não podem ser comercializados! Por conta desta situação, os cubanos (que trabalham com turismo, restaurantes, etc) tentam sempre conseguir alguns CUCs com os turistas. Se não for através das "propinas" (gorgetas), eles pedem, ou até dão pequenos golpes.
No vôo de volta, sentei ao lado de uma jovem que estava usando um colarzinho escrito "Cuba". Puxei conversa com ela pois não queria perder a oportunidade de conversar com uma cubana que talvez pudesse me contar mais sobre a realidade deste povo. Ela estuda e mora na Colômbia, sua mãe é russa e seu pai cubano. Ela estava disposta a conversar comigo, mas ela sussurrava, pois dizia que "não sabia quem estava nas poltronas na nossa volta". Acabamos conversando em inglês, e ela me disse coisas interessantíssimas porém insanas a respeito da vida lá.
Eu poderia ficar horas escrevendo sobre esta viagem inesquecível, mas é melhor parar por aqui, se não ninguém teria paciência de ler. Resumindo, foi um mix de cultura, belezas e diferenças.
sábado, 30 de janeiro de 2010
¡Soy loca por ti, America!
Um dos motivos de escrever neste blog é para poder falar sobre viagens.
Nos últimos anos minhas viagens tem se concentrado nas Américas, principalmente na América Latina.
Adoro a América Latina! O colorido dos artesanatos e das roupas dos andinos, a bagunça e o barulho das capitais, as praças e monumentos imponentes herdados dos espanhóis, a lingua espanhola, a alegria das pessoas e muito mais...
Nesta seção do blog (¡Soy loca por ti, America!) falarei sobre as minhas impressões a respeito das cidades latinas que conheci. As viagens recentes descreverei assim que chegar, das viagens que fiz antes de começar a escrever no blog relatarei minhas lembranças.
Nos últimos anos minhas viagens tem se concentrado nas Américas, principalmente na América Latina.
Adoro a América Latina! O colorido dos artesanatos e das roupas dos andinos, a bagunça e o barulho das capitais, as praças e monumentos imponentes herdados dos espanhóis, a lingua espanhola, a alegria das pessoas e muito mais...
Nesta seção do blog (¡Soy loca por ti, America!) falarei sobre as minhas impressões a respeito das cidades latinas que conheci. As viagens recentes descreverei assim que chegar, das viagens que fiz antes de começar a escrever no blog relatarei minhas lembranças.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
I don´t speak "Brazilian", but I speak Rock n´Roll!
O Show do Ano!!!
Vou narrar em rítmo de jogo de futebol na radio a.m.:
Morumbi lotado de fãs de todas as idades, jovens, tiozões e até crianças com os pais. Milhares de chifrinhos vermelhos que ao apagarem-se os holofotes da platéia piscavam, juntamente com os flashes das máquinas fotográficas. Pontualidade "australiana" para começar o espetáculo. Uma enorme locomotiva no palco para a música de abertura - Rock N Roll Train - a melhor do último álbum. Um simpático Brian Johnson saudando a galera "e aí, São Paulo", "I don´t speak ´Brazilian´, but I speak Rock n´Roll!", e depois se penduarando num sino gigante em Hell´s Bells. Uma multidão cantando e pulando em Back in Black. Uma boneca inflável gigante com seios enormes e tatuados. Strip-tease do animadíssimo Angus Young que levou a galera ao delírio ao motrar sua cueca do AC/DC. Um solo de guitarra seguido de um "obrigado". Highway to Hell no bis levando a multidão à loucura. Tiros de canhão. Fogos de artifício. The End.
Só faltou Jailbreak, Who made who, e It´s a long way to the top... Fica pra próxima, se houver próxima!
Luizão na multidão
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Põe magnetismo nisto!
Já tinha ouvido falar várias vezes sobre o Magnetismo de Machu Picchu, mas nada como sentir na pele. Havia mais de um ano que eu estava planejando de ir ao Peru, já tinha praticamente decorado o guia. Quando finalmente tivemos uma brechinha, fizemos uma viagem rápida porém inesquecível. Talvez a melhor da minha vida!
A viagem começou em Lima, uma capital vibrante, como a maioria das metrópoles latinas que conheço. Segundo os limenhos, o tempo lá geralmente é encoberto, deixando a cidade um pouco cinzenta. Há vários indícios de que a cidade está se modernizando, principalmente pela quantidade de obras do governo. A razão disso deve ser porque Lima cediará os jogos Pan-Americanos em 2015. O bairro mais conhecido de Lima com certeza é Miraflores, mas gostei muito e recomendo uma visita ao Barranco, principalmente a noite. Há diversos bares e restaurantes e um mirante com uma vista magnífica do Pacífico.
O próximo destino foi Cusco. A cidade foi fundada pelos Incas, destruída e reconstruída pelos Espanhóis. Há vários sítios arqueológicos que merecem uma visita na região, e a cidade em si é sempre repleta de turistas do mundo inteiro. As ruas e praças estão sempre cheias e há uma diversidade enorme de bares e restaurantes.
A minha impressão com relação aos Peruanos é de um povo extremamente gentil e cortês, salvo quando estão ao volante. Neste caso, são piores e menos educados que os brasileiros.
De Cusco pegamos um trem até Águas Calientes ou "Machu Picchu Pueblo" que é uma vilinha que fica na base da montanha que se sobe para chegar à Machu Picchu. No primeiro dia subimos de ônibus e fizemos uma visita guiada na cidade inca. É indiscrítível a sensação que senti ao chegar no primeiro mirante no alto do morro já dentro do parque, de onde se tem a vista que sempre vemos em fotos (essa vista da foto acima). Eu me arrepiei inteira e meus olhos se encheram de lágrimas. Inexplicável.
Após passar o dia inteiro conhecendo e explorando as ruínas, voltamos à vila. Não havia luz há quase 12 horas, e a medida que foi escurecendo, a cidade foi ficando toda à luz de velas. Só se via pequenas chamas e lanternas nas cabeças dos gringos. Nem faróis, pois lá não entram carros. Foi super diferente! Fomos pra cama cedo, pois no dia seguinte acordaríamos as 3:30 da manhã, para subir novamente a pé a fim de chegar no parque antes do primeiro ônibus. Isso tudo porque queríamos estar entre as 400 pessoas que conseguem pegar uma senha pra subir a Wayana Picchu (só sobem 400 pessoas por dia).
3:30 da manhã, começamos a caminhada. A cidade ainda estava na escuridão, a energia não havia voltado. Levamos pizza da noite anterior para comer de café da manhã no meio do caminho. Foi também um dia único: a caminhada na madrugada, o esforço físico logo cedo, ir encontrando pessoas do mundo todo com suas lanternas no meio do caminho... Fomos uns dos primeiros a chegar na portaria do parque, e a fila só foi crescendo, até as portas se abrirem as 6 da manhã. Acreditem, pegamos as senhas 1 e 2 para a subida das 7 da manhã (os franceses que estavam na nossa frente optaram pela subida das 10)! Entramos na cidade inca praticamente deserta, e vimos o sol nascer. Fiz um pouco de yoga, e as 7 em ponto recomeçamos a subida, desta vez até o topo de Wayana Pichhu (essa montanha que se vê na foto). O visual mais lindo que já vi na minha vida. Uma paisagem simplesmente indescritível. No topo há pouco espaço, pois a montanha é bem aguda, e lá os turistas disputam o melhor ponto para uma foto.
Até hoje eu não consigo acreditar que eu fui a esse lugar! Parece mesmo um sonho!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Hemingway e os gatos de seis dedos
quarta-feira, 29 de julho de 2009
The Thirties are the new Twenties!
Na verdade hoje eu faço 31 com espírito de "Forever 21". Se os trinta são os novos vinte, 31 então são 21!Há algumas frases em inglês que de repente entram na moda. Escutei essa pela primeira vez quando tinha 29, em alguma série. É claro que eu adorei! Depois escutei em algum filme, vi em algum lugar da internet, e é claro, comecei eu mesma a divulgá-la por aqui "Os 30 são os novos 20!" Quando fiz 30 foi a frase que mais usei.
Acho que faz sentido, pois com 30 e poucos me vejo fazendo muitas coisas que antigamente eram adequadas apenas a pessoas de 20 e poucos.
Não tive medo de me tornar uma Balzaquiana, até que foi legal! Espero curtir muito bem esta década da minha vida e entrar muito bem e segura nos 40, que obviamente, são os novos 30!
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