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sábado, 2 de abril de 2011

Nostalgia

Sábado passado passei a tarde com minha melhor amiga de infância, a Fá. Como ela mesma disse: "Dizem que amizade boa de verdade é assim. A gente pode ficar o tempo que for sem se ver e até sem se falar, mas o lugar no coração continua ocupado e o carinho e o sentimento de amizade não mudam."
Almoçamos, e depois passamos uma tarde deliciosa no Parque Villa Lobos. A melhor parte do dia foi quando fomos para seu apartamento e ela abriu uma caixa (que não era a de Pandora!) com diversos bilhetinhos que eu havia mandado para ela quando tinhamos 15 ou 16 anos. Foi hilário ver como era nossa cabecinha adolescente... Achavamos que tudo na vida se resolveria quando encontrássemos nossos principes encantados, ou quando passássemos no vestibular! Quanta ingênuidade...
Engraçado, que as vezes o fato de passarmos algumas horas com uma pessoa querida e importante na nossa vida nos faz ter ainda mais saudade. Saudade daquele tempo, saudade da Fá, saudade de quem eu era.

Uma tarde com a Fá
Cartinha dos anos 90 e uma das diversas músicas que a Fá compôs

A noiva mais linda que já vi

E ela encontrou seu príncipe, passou no vestibular, virou doutora. Mal sabiamos que quando tudo isso acontecesse é que a vida mal havia começado.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Tributo às amigas inesquecíveis

Hoje foi meu último dia de trabalho na Energy Sport. Foram mais de dez anos, que passaram voando. Fiz amizades muito intensas e significativas e não tinha noção de quanto fui querida. Hoje de manhã, no caminho, eu já estava com um nó na garganta, mal podia acreditar que era a última vez que eu entraria lá para dar uma aula. Nunca vou me esquecer de todas as pessoas que estiveram presentes no meu dia a dia nesses últimos anos, em especial das que estão neste vídeo, que fizeram parte não só da minha vida profissional mas da minha vida pessoal, como grandes e fiéis amigas. Eu nunca imaginei que fosse tão difícil me despedir de todas elas. O choro saiu durante a festinha de despedida e permaneceu engasgado pelo resto do dia, inclusive agora.



sábado, 27 de março de 2010

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Carminha e a erva da sinceridade


Tenho um grupo de amigas muito peculiar. Não somos amigas de infância, nem de faculdade, nem de trabalho. Somos as amigas da ginástica. Há no grupo mulheres casadas, solteiras e divorciadas de várias faixas etárias e gerações. Não temos quase nada em comum a não ser gostar de fazer ginástica, trocar livros e nos reunir para tomar café (ou cerveja, ou vinho, ou wiskey, ou vodka...) e dar boas risadas. Somos amigas há mais ou menos 5 anos. Não é um grupo fechado, pois todas que querem aderir ao grupo e fazer parte dele podem entrar, mas as "fixas" são mais ou menos 6 ou 7. Vou falar mais delas neste blog, mas hoje vou falar especialmente da Carminha, a a nossa "mommy" como diz a Lili. Ela é a mais calma, dócil e sábia do grupo e a mais experiente também.
Quando alguém do grupo faz aniversário, as demais sempre organizam a festa: se encarregam da localização, do cardápio, da música, etc. Desta vez, a aniversariante (que acabara de se tornar avó) fez algumas exigências. Fez questão que a festa fosse na casa da Lili (pois ela daria um jeito de "sumir" com o marido e os filhos e deixar a casa só para nós) e uma outra exigência que foi mais bizarra. Apesar de ter vivido sua juventude no final dos anos sessenta e anos setenta, ela não aproveitou a onda hippie. Então no dia da sua festa ela fez questão de satisfazer uma antiga vontade, e pediu para as amigas cuidarem de tudo. A Aninha, que é uma esposa dedicada e excelente mãe de dois menininhos (embora com alguns resquícios de juventude louca), assumiu a responsabilidade e disse "Deixem comigo!". No dia da festa, o sonho de Carminha foi realizado, e ela experimentou a tal erva. A primeira vista nada aconteceu, nenhum efeito visível (e não foi por falta de tragar pois a Carminha é fumante). No decorrer da festa, notamos algumas coisinhas estranhas. Aquela lady que sempre fala baixo e é incapaz de criticar qualquer ser humano começou a dizer algumas sinceridades bem atípicas. Primeiro reclamou do vinho: "Quem comprou essa porcaria de vinho barato pro meu aniversário?" - coisa que todas queriam ter dito mas não disseram para não magoar a responsável pelas bebidas. Depois rosnou para a mais novinha do grupo que estava tampando a sua visão do jogo de Twister: "Sai da frente! Não vê que está atrapalhando minha visão?". Depois criticou o Vol au vent que uma das amigas tinha levado: "Que negócio mais melecado!". Por fim, chamou a Aninha de "gordinha" após ter sido chamada de "surdinha".
No dia seguinte, embora ela soubesse de tudo o que havia falado, ela não conseguia acreditar em como ela tinha sido capaz de dizer tais coisas, tão sinceras!