quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Um pouco sobre YOGA


Não me lembro bem quando surgiu meu interesse por Yoga, mas foi por volta de 2006. Na verdade eu me achava muito acelerada para praticar Yoga, mesmo porque todas as aulas que eu já tinha visto ou feito, eram muito mais relaxamento e respiração do que atividade física. Por muito tempo eu pensei que não era coisa para mim, até conhecer mais sobre o assunto.

Na verdade existem inúmeros estilos de Yoga, e fui descobrindo que não era necessário escolher um estilo no qual eu me adaptaria, mas simplesmente pegar o que gosto de cada um e fazer minha própria prática. Desta forma, com a ajuda de livros, vídeos e principalmente internet, eu venho aperfeiçoando a minha prática, em casa mesmo. Confesso que estou apaixonada, e cada vez mais! As vezes eu fico horas apenas pesquisando mais sobre os asanas (posturas/poses) e sequências, e as vezes mergulho fundo na prática mesmo.

Esta semana achei um vídeo no You Tube de uma professora fantástica da Florida. Gostei demais da mensagem que ela transmite, comparando Yoga com a vida. Está em inglês, mas vou resumir o que ela diz:

A VISUALIZAÇÃO é fundamental para atingirmos nossos objetivos. Através deste treino da MENTE grandes atletas atingiram seus objetivos. É comum termos opiniões conformistas como: "isso não é para mim" ou "aquela pessoa tem talento e eu não", "a minha genética não ajuda", "eu tenho limitações". Não é assim que funciona. Para todos os desafios, precisamos: ACREDITAR - VISUALIZAR - AGIR. Os asanas podem ser uma metáfora para a vida: você tenta, tenta de novo, cai, você se sente bem, você vibra, você se machuca, dói... assim é a vida, não é? Tudo é possível se você traça uma meta. Basta ir cada vez mais além dos limites.

Aqui está o vídeo, seguido de uma demonstração lindíssima de um vinyasa avançado. Namastê!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Trois Couleurs - A Trilogia das Cores


ATENÇÃO - Não sou intelectual e todos os comentários que faço sobre filmes, arte, musica, etc, expressam meramente minha opinião pessoal.

Acabei de assistir ao último filme da trilogia. Os filmes são de um aclamado diretor polonês, Krzysztof Kieslowski (não sei nem como se pronuncia!)

Os dois primeiros filmes se passam na França e o terceiro na Suíça. O Trois Coulour - Bleu (A Liberdade é Azul no Brasil) foi o que menos gostei. Tem a Juliett Binoche no papel principal como Julie, uma mulher que recém perde o marido e a filha. O TC - Blanc (A Igualdade é Branca) é ótimo. Desta vez o protagonista é um homem, o polonês Zbigniew Zamachowski (cada nome...) que faz o papel de Karol Karol, casado com a lindíssima Veronique (Julie Delpy - vc provavelmente a conhece do "Antes do Amanhecer" e "Antes do Entardecer"). Ela judia muito do pobre Karol, e este volta à Polônia para preparar uma grande vingança. No TC - Rouge (A Fraternidade é Vermelha) Veronique (Irène Jacobs) é uma jovem modelo e bailarina que tem um namorado (que não aparece no filme, somente conversa com Veronique ao telefone) extremamente
ciumento. Uma sucessão de coincidências a leva ao conhecimento de Joseph, um juiz aposentado que passa o tempo espionando seus vizinhos. A relação (de amizade) entre eles se torna bastante curiosa.

Algumas curiosidades sobre os três filmes: Juliette Binoche faz uma breve aparição no segundo filme, e no final do terceiro filme todos os protagonistas do Blanc e Bleu aparecem como sobreviventes de um acidente;
No Rouge, Veronique sempre tenta a sorte no caça-nickel e um dia ela acerta, com três cerejas duplas (adoro cerejas duplas!)

Por que as três cores da bandeira francesa e Liberté, Igalité, Fraternité? Segundo o realizador:

"Bleu, c'est la liberté, l'histoire du prix que nous payons pour elle. À quel point sommes-nous vraiment libres?" (Krzysztof Kieślowski) - Azul, é a liberdade, a história do preço que pagamos por ela. Até que ponto somos realmente livres?

"Blanc, c'est une histoire sur la négation de l'égalité. Le concept d'égalité suggère que nous sommes tous égaux. Or je pense que ce n'est pas vrai. Personne ne veut vraiment être l'égal de son prochain. Chacun veut être plus égal." (Krzysztof Kieślowski) - Branco, é uma história sobre a negação da igualdade. O conceito de igualdade sugere que somos todos iguais. Mas acho que isso não é verdade. Ninguém quer ser igual ao seu vizinho. Cada um quer ser mais igual. (não entendi nada!)

"Rouge - L'éternelle question consiste à savoir si en donnant aux autres un peu de soi-même, nous ne le faisons pas pour avoir une meilleure idée de nous-mêmes." (Krzysztof Kieślowski) - Vermelho - A eterna questaão consiste em saber se ao dar aos outros um pouco de si mesmo, não o fazemos para termos uma melhor idéia de nós mesmos.

Ótimos comentários sobre a trilogia, vc encontra aqui e aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Coisas que eu adoro (2)


Cerejas duplas


Soprar dente-de-leão


Gérberas vermelhas


Estourar "biriba" da maria-sem-vergonha


Assistir Amelie Poulan over and over again...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

HAKA



Meu marido foi jogador de Rugby. Embora ele já tivesse parado quando começamos a namorar definitivamente, eu já o vi jogar algumas vezes. Naquela época ir assistir aos meninos jogar rugby nos sábados a tarde era um programa que eventualmente eu fazia com minhas amigas. Não entendíamos nada do jogo, mas era divertido assistir a vários homens suados se amontoando em um "scrum".
Anos depois, quando eramos recém-casados, estavamos em casa e estava passando um jogo do campeonato mundial de rugby na televisão. O time da Nova Zelândia tradicionalmente executa o Haka (dança masculina típica do povo Maori), e neste momento, o Luiz se levantou do sofá e acompanhou o time neozelandês. Acho que o objetivo dele era me fazer rir, mas eu achei que a tal da dança estava mais para uma "dança do acasalamento"!!!
Eu já pedi várias vezes que ele repetisse a dança, mas ele não me atende...

Bom, aí está o vídeo com os neozelandezes exalando masculinidade. Haja testosterona!

Mulheres, assistam!!! Vale a pena!!!

(mas eu ainda prefiro o meu Luizão)

domingo, 18 de outubro de 2009

Comidinhas

Cuscuz Marroquino

1 xícara (chá) de semolina
1 cenoura média
1/2 pimentão verde
1 cebola roxa
1 xícara (chá) de tomate-cereja
1 xícara (chá) de caldo de legumes (se for usar cubo, dissolva apenas 1)
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (sopa) de cebolinha picada
2 colheres (sopa) de hortelã picada

Corte ou rale a cenoura e corte o pimentão e a cebola em cubinhos pequenos. Ferva a água e dissolva o caldo de legumes. Leve ao fogo alto. Quando ferver, acrescente os legumes e deixe cozinhar por 5 minutos com a panela tampada. Numa tigela grande, coloque a semolina e regue com o caldo quente de legumes. Tampe a tigela com um prato para o cuscuz hidratar e cozinhar no próprio vapor. Quando esfriar, solte o cuscuz com um garfo. Adicione os legumes cozidos e deixe esfriar. Acrescente os tomatinhos picados em 4 mais a cebolinha e o hortelã e misture bem. Sirva à temperatura ambiente ou leve à geladeira e sirva frio.

Escondidinho de mandioquinha e calabresa

1 kg de mandioquinha
1/2 kg de linguiça calabresa
1 cebola picada
salsa e cebolinha picada
1 xícara de leite
1 colher de sopa de margarina
queijo ralado
sal e pimenta calabresa

Descasque a mandioquinha e cozinhe na panela de pressão. Enquanto isso, ferva a linguiça por alguns minutos, e retire a pele. Corte em cubinhos. Refoque a calabresa com a cebola picada e acrescente a salsa e cebolinha e um pouquinho de pimenta. Quando a mandioquinha já estiver cozida, amasse-a (na panela mesmo) e acrescente a margarina, o leite e o sal. Em fogo baixo, misture bem até formar uma massa uniforme. Coloque um pouco da massa em potinhos (ou num refratário), coloque o recheio, e cubra novamente com massa. Polvilhe queijo ralado, e gratine.


Batatas gratinadas

6 batatas pequenas
1 copo de leite (aproximadamente)
1/2 caixinha de creme de leite
1 colher de sobremesa de margarina
mussarela e/ou queijo prato ralados
parmezão ralado
noz moscada
sal e pimenta do reino

Descasque e pique as batatinhas em rodelas. Cozinhe no leite (é necessário pôr leite até cobrir as batatas) com o sal, a noz moscada e a pimenta. Quando a batata estiver bem molinha, retire-as da panela e coloque num refratário untado. Acrescente a margarina e o creme de leite ao leite utilizado para ferver as batatas. Deixe engrossar um pouco e joque sobre as batatas. Por último, coloque os queijos e gratine.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Coisas que eu adoro (1)


Comer amora no pé.

Fazer um programa de domingo com os amigos Borão e Cíntia.

Loiros de olhos claros (só esses dois!)

Programas de aventura com o Rodolfo e a Moara.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Põe magnetismo nisto!


Já tinha ouvido falar várias vezes sobre o Magnetismo de Machu Picchu, mas nada como sentir na pele. Havia mais de um ano que eu estava planejando de ir ao Peru, já tinha praticamente decorado o guia. Quando finalmente tivemos uma brechinha, fizemos uma viagem rápida porém inesquecível. Talvez a melhor da minha vida!
A viagem começou em Lima, uma capital vibrante, como a maioria das metrópoles latinas que conheço. Segundo os limenhos, o tempo lá geralmente é encoberto, deixando a cidade um pouco cinzenta. Há vários indícios de que a cidade está se modernizando, principalmente pela quantidade de obras do governo. A razão disso deve ser porque Lima cediará os jogos Pan-Americanos em 2015. O bairro mais conhecido de Lima com certeza é Miraflores, mas gostei muito e recomendo uma visita ao Barranco, principalmente a noite. Há diversos bares e restaurantes e um mirante com uma vista magnífica do Pacífico.
O próximo destino foi Cusco. A cidade foi fundada pelos Incas, destruída e reconstruída pelos Espanhóis. Há vários sítios arqueológicos que merecem uma visita na região, e a cidade em si é sempre repleta de turistas do mundo inteiro. As ruas e praças estão sempre cheias e há uma diversidade enorme de bares e restaurantes.
A minha impressão com relação aos Peruanos é de um povo extremamente gentil e cortês, salvo quando estão ao volante. Neste caso, são piores e menos educados que os brasileiros.
De Cusco pegamos um trem até Águas Calientes ou "Machu Picchu Pueblo" que é uma vilinha que fica na base da montanha que se sobe para chegar à Machu Picchu. No primeiro dia subimos de ônibus e fizemos uma visita guiada na cidade inca. É indiscrítível a sensação que senti ao chegar no primeiro mirante no alto do morro já dentro do parque, de onde se tem a vista que sempre vemos em fotos (essa vista da foto acima). Eu me arrepiei inteira e meus olhos se encheram de lágrimas. Inexplicável.
Após passar o dia inteiro conhecendo e explorando as ruínas, voltamos à vila. Não havia luz há quase 12 horas, e a medida que foi escurecendo, a cidade foi ficando toda à luz de velas. Só se via pequenas chamas e lanternas nas cabeças dos gringos. Nem faróis, pois lá não entram carros. Foi super diferente! Fomos pra cama cedo, pois no dia seguinte acordaríamos as 3:30 da manhã, para subir novamente a pé a fim de chegar no parque antes do primeiro ônibus. Isso tudo porque queríamos estar entre as 400 pessoas que conseguem pegar uma senha pra subir a Wayana Picchu (só sobem 400 pessoas por dia).
3:30 da manhã, começamos a caminhada. A cidade ainda estava na escuridão, a energia não havia voltado. Levamos pizza da noite anterior para comer de café da manhã no meio do caminho. Foi também um dia único: a caminhada na madrugada, o esforço físico logo cedo, ir encontrando pessoas do mundo todo com suas lanternas no meio do caminho... Fomos uns dos primeiros a chegar na portaria do parque, e a fila só foi crescendo, até as portas se abrirem as 6 da manhã. Acreditem, pegamos as senhas 1 e 2 para a subida das 7 da manhã (os franceses que estavam na nossa frente optaram pela subida das 10)! Entramos na cidade inca praticamente deserta, e vimos o sol nascer. Fiz um pouco de yoga, e as 7 em ponto recomeçamos a subida, desta vez até o topo de Wayana Pichhu (essa montanha que se vê na foto). O visual mais lindo que já vi na minha vida. Uma paisagem simplesmente indescritível. No topo há pouco espaço, pois a montanha é bem aguda, e lá os turistas disputam o melhor ponto para uma foto.
Até hoje eu não consigo acreditar que eu fui a esse lugar! Parece mesmo um sonho!